sábado, 22 de outubro de 2011

Um dicionário à parte

  O tempo todo se houve falar das guerras em diversos lugares do mundo. Nos últimos dias, quem ocupou a capa dos jornais foi Muammar Gaddafi. Não acho digno alguém como eu, com 19 anos, que sempre morou em um pais que há mais de 20 não presencia uma disputa civil brutal, analisar um estado de um país com conflitos tão gritantes como o da Líbia. Meu entendimento no assunto sobressai muito pouco do nulo! Mas embora eu não ache digno discursar sobre, menos digno ainda é a situação em que a população deixou o ex-ditador, quando clamavam por democracia. Fora do clichê de que todo ser humano tem direito a vida ou direito a justiça. O que venho clamar aqui, é de quanto as pessoas, quando tomadas pelo sentimento da razão, fazem atrocidades que muitas vezes vão de encontro a seus próprio ideais. O grito pela democracia ecoou vazio de sentido diante das gotas de sangue que escorriam por todo o corpo de Gaddafi.
   Temos consciência de quanto culturas, religiões e ideologias fazem cada qual uma peça singular, mas no entanto em uma coisa somos absolutamente iguais, somos todos seres humanos, e creio eu, que naquele momento perverso, a humanidade de cada rebelde abandonou a carcaça corporal de desespero perante o que ela tinha se tornado. Eu não sei em qual língua eles gritaram "DEMOCRACIA", sei que divergiu por completo do sentido que gritaram, por exemplo, os brasileiros quando consquistaram o voto direto, pós ditadura militar!

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