Tomou conta de mim um absoluto sentimento de compaixão e de valorização da vida, mas que passou com a próxima vitrine em promoção, afinal o que me dói mesmo é uma frustração inteiramente pessoal, uma vaga perdida da UFRJ. Peço desculpa por meus olhos se manterem secos por aquele homem. Eu não sou uma fútil e egoísta, gostaria muito de ter presenteado crianças que esperaram o presente do Papai Noel, queria, sinceramente, ter proporcionado uma ceia para quem passa fome (tal qual minha mãe fez e eu tive o prazer de acompanhar), mas eu não sou hipócrita, não vou sair por ai chorando por essas pessoas, gritando por igualdade enquanto espero meu próximo salário para comprar uma câmera fotográfica profissional, talvez para fotografar a desgraça, inclusive, daquele ser mal trapilho que observei alimentar-se do lixo. Passo a acreditar que um dos piores defeitos da humanidade é a falsidade que impede as verdadeiras atitudes, o triste discurso de quem apenas lê, diz e prefere aguardar do sofá a paz mundial. Claro que não espero que todos saiam por ai trocando os lixos por banquetes, mas gostaria que as pessoas falassem menos, julgassem menos e agissem mais, é muito cômodo apontar os outros, é muito simples digitar um post no facebook, eu gostaria apenas que as pessoas pensassem por conta própria sem parafrasear grandes figuras de nossa história. Que ao menos se incomodassem com um HOMEM se alimentando do que descartamos com tanto desprezo. Desesperançoso é constatar que há reações ainda mais medíocres do que a minha.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Já dizia Manuel Bandeira: O bicho,meu Deus, era um Homem!
Era 6 horas da tarde, me dava a contentamento de um andar saltitante pelo fim de mais um expediente. Embora um emprego opcional, a carga de responsabilidade e cansaço são os mesmos. Mas foi então que fomos surpreendidos novamente, quando me dei conta que meu estômago embrulhava e eu tapava, com minhas duas mãos, meus olhos e minha cara de nojo para um ser, tal qual como eu, uma essência entre um cérebro e dois pés. O ser se dispunha a revirar o latão de lixo da minha casa de empada preferida, em busca do resto do que para mim fora meu delicioso café da tarde. É claro que a pessoa que vinha de frente comigo observou minha reação, e chegou a esboçar, inclusive, uma risada, acredito eu, de deboche.
Tomou conta de mim um absoluto sentimento de compaixão e de valorização da vida, mas que passou com a próxima vitrine em promoção, afinal o que me dói mesmo é uma frustração inteiramente pessoal, uma vaga perdida da UFRJ. Peço desculpa por meus olhos se manterem secos por aquele homem. Eu não sou uma fútil e egoísta, gostaria muito de ter presenteado crianças que esperaram o presente do Papai Noel, queria, sinceramente, ter proporcionado uma ceia para quem passa fome (tal qual minha mãe fez e eu tive o prazer de acompanhar), mas eu não sou hipócrita, não vou sair por ai chorando por essas pessoas, gritando por igualdade enquanto espero meu próximo salário para comprar uma câmera fotográfica profissional, talvez para fotografar a desgraça, inclusive, daquele ser mal trapilho que observei alimentar-se do lixo. Passo a acreditar que um dos piores defeitos da humanidade é a falsidade que impede as verdadeiras atitudes, o triste discurso de quem apenas lê, diz e prefere aguardar do sofá a paz mundial. Claro que não espero que todos saiam por ai trocando os lixos por banquetes, mas gostaria que as pessoas falassem menos, julgassem menos e agissem mais, é muito cômodo apontar os outros, é muito simples digitar um post no facebook, eu gostaria apenas que as pessoas pensassem por conta própria sem parafrasear grandes figuras de nossa história. Que ao menos se incomodassem com um HOMEM se alimentando do que descartamos com tanto desprezo. Desesperançoso é constatar que há reações ainda mais medíocres do que a minha.
Tomou conta de mim um absoluto sentimento de compaixão e de valorização da vida, mas que passou com a próxima vitrine em promoção, afinal o que me dói mesmo é uma frustração inteiramente pessoal, uma vaga perdida da UFRJ. Peço desculpa por meus olhos se manterem secos por aquele homem. Eu não sou uma fútil e egoísta, gostaria muito de ter presenteado crianças que esperaram o presente do Papai Noel, queria, sinceramente, ter proporcionado uma ceia para quem passa fome (tal qual minha mãe fez e eu tive o prazer de acompanhar), mas eu não sou hipócrita, não vou sair por ai chorando por essas pessoas, gritando por igualdade enquanto espero meu próximo salário para comprar uma câmera fotográfica profissional, talvez para fotografar a desgraça, inclusive, daquele ser mal trapilho que observei alimentar-se do lixo. Passo a acreditar que um dos piores defeitos da humanidade é a falsidade que impede as verdadeiras atitudes, o triste discurso de quem apenas lê, diz e prefere aguardar do sofá a paz mundial. Claro que não espero que todos saiam por ai trocando os lixos por banquetes, mas gostaria que as pessoas falassem menos, julgassem menos e agissem mais, é muito cômodo apontar os outros, é muito simples digitar um post no facebook, eu gostaria apenas que as pessoas pensassem por conta própria sem parafrasear grandes figuras de nossa história. Que ao menos se incomodassem com um HOMEM se alimentando do que descartamos com tanto desprezo. Desesperançoso é constatar que há reações ainda mais medíocres do que a minha.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
São apenas temores...
Muito frequente para um estudante de jornalismo ouvir certos clichês sobre a "manipulação das mídias"; "a verdade que não é dita" sendo direcionada de forma taxativa para a nossa profissão.
Como qualquer outro profissional, escolhi minha carreira diante da admiração que sentia por aquilo que eu via, e a princípio, pouco conhecia. Mas sofro diariamente, e principalmente na TPM, com as dúvidas que tenho sobre a minha eficiência para exercer a função que escolhi, e, embora convicta, tenho meus medos.
Eu sei o quanto o interesse econômico sobressai a qualquer responsabilidade com o saber social, mas as vezes me sinto ingênua demais diante da manipulação da mídia, demoro a enxergar que, muitas vezes, só um ângulo do fato é noticiado, e geralmente, o lado divergente aos interesses das classes marginalizadas. Mas, se de alguma forma eu posso mudar esse potencial, e me tornar efetiva em criticar e declarar o que o cotidiano esconde na sua imensidão, eu farei da melhor maneira que conseguir.
Os "não" que por ventura vierem a fazer parte do meu dia-a-dia, não vão me calar assim, e se hoje, posso usar da internet para mostrar o que faz parte, acima de tudo, de mim, eu estarei aqui para isso! Se eu não for a melhor, sendo o melhor que posso ser!
http://www.parebelomonte.com.br/primeiro-dia-de-ocupacao-de-belo-monte-e-ignorado-pelas-tvs-brasileiras
Como qualquer outro profissional, escolhi minha carreira diante da admiração que sentia por aquilo que eu via, e a princípio, pouco conhecia. Mas sofro diariamente, e principalmente na TPM, com as dúvidas que tenho sobre a minha eficiência para exercer a função que escolhi, e, embora convicta, tenho meus medos.
Eu sei o quanto o interesse econômico sobressai a qualquer responsabilidade com o saber social, mas as vezes me sinto ingênua demais diante da manipulação da mídia, demoro a enxergar que, muitas vezes, só um ângulo do fato é noticiado, e geralmente, o lado divergente aos interesses das classes marginalizadas. Mas, se de alguma forma eu posso mudar esse potencial, e me tornar efetiva em criticar e declarar o que o cotidiano esconde na sua imensidão, eu farei da melhor maneira que conseguir.
Os "não" que por ventura vierem a fazer parte do meu dia-a-dia, não vão me calar assim, e se hoje, posso usar da internet para mostrar o que faz parte, acima de tudo, de mim, eu estarei aqui para isso! Se eu não for a melhor, sendo o melhor que posso ser!
http://www.parebelomonte.com.br/primeiro-dia-de-ocupacao-de-belo-monte-e-ignorado-pelas-tvs-brasileiras
sábado, 22 de outubro de 2011
Um dicionário à parte
O tempo todo se houve falar das guerras em diversos lugares do mundo. Nos últimos dias, quem ocupou a capa dos jornais foi Muammar Gaddafi. Não acho digno alguém como eu, com 19 anos, que sempre morou em um pais que há mais de 20 não presencia uma disputa civil brutal, analisar um estado de um país com conflitos tão gritantes como o da Líbia. Meu entendimento no assunto sobressai muito pouco do nulo! Mas embora eu não ache digno discursar sobre, menos digno ainda é a situação em que a população deixou o ex-ditador, quando clamavam por democracia. Fora do clichê de que todo ser humano tem direito a vida ou direito a justiça. O que venho clamar aqui, é de quanto as pessoas, quando tomadas pelo sentimento da razão, fazem atrocidades que muitas vezes vão de encontro a seus próprio ideais. O grito pela democracia ecoou vazio de sentido diante das gotas de sangue que escorriam por todo o corpo de Gaddafi.
Temos consciência de quanto culturas, religiões e ideologias fazem cada qual uma peça singular, mas no entanto em uma coisa somos absolutamente iguais, somos todos seres humanos, e creio eu, que naquele momento perverso, a humanidade de cada rebelde abandonou a carcaça corporal de desespero perante o que ela tinha se tornado. Eu não sei em qual língua eles gritaram "DEMOCRACIA", sei que divergiu por completo do sentido que gritaram, por exemplo, os brasileiros quando consquistaram o voto direto, pós ditadura militar!
Temos consciência de quanto culturas, religiões e ideologias fazem cada qual uma peça singular, mas no entanto em uma coisa somos absolutamente iguais, somos todos seres humanos, e creio eu, que naquele momento perverso, a humanidade de cada rebelde abandonou a carcaça corporal de desespero perante o que ela tinha se tornado. Eu não sei em qual língua eles gritaram "DEMOCRACIA", sei que divergiu por completo do sentido que gritaram, por exemplo, os brasileiros quando consquistaram o voto direto, pós ditadura militar!
domingo, 31 de julho de 2011
"Se eu peco é na vontade de ter um amor de verdade."
"O sucesso é conseqüência de estar feliz e esse ainda é o nosso maior objetivo." Palavras da banda sobre o disco BLOCO DO EU SOZINHO;
Pode parecer, no entanto não é, aliás não sou. Não sou uma viciada entendedora de música que pretende fazer deste blog uma revistinha de cifras com notas pessoais, mas eu tenho que mostrar o que me parece ser importante e quem sabe fazer torna-se importante para vocês também. Música é um bom motivo para sorrir, simplesmente por você entre uma letra e outra perceber o quanto as pessoas são parecidas umas com as outras e que versos talvez sejam a forma mais simples e "oxímoramente" mais complexa de provar isso.
Seja lá o que for que se encaixar no passado não implica necessariamente que é antigo e sem valor, por isso tenho mais do que uma sugestão, mas um conselho, claro, para quem ainda não conhece, a apresentação de uma banda que consegue se encaixar de um maneira suave e singular no meu cotidiano, mas que infelizmente há um tempo não sobe em um palco: LOS HERMANOS!
Hoje tomei conhecimento por meio de um convite de um amigo ao evento no Facebook(http://www.facebook.com/event.php?eid=143235352426396) que tenta trazer de volta, pelo menos por mais um dia, essa banda magnifica e tão colaborativa para a cultura musical brasileira. Minha presença já está confirmada há muito tempo e vou divulgar para que esse sonho venha a se tornar concreto!
E aqui vai um trechinho da Biografia Oficial do Primeiro disco da banda: LOS HERMANOS!
"Percebemos que nunca conseguiremos agradar a todos, mas que acima de tudo queremos levar a nossa música para onde pudermos. Talvez muitos não consigam compreender a nossa proposta, mas também quem sou eu para tentar explicar? Nossas músicas falam de sentimento, da pessoa por quem você se apaixona mas não sabe se declarar, do amor platônico, daquela menina da escola que não sabia o seu nome mas por quem você era absolutamente apaixonado, do carinho pelos amigos, da graça de sofrer por amor, da felicidade de ter um amor correspondido..."
É digna do seu tempo, fica a dica!
Pode parecer, no entanto não é, aliás não sou. Não sou uma viciada entendedora de música que pretende fazer deste blog uma revistinha de cifras com notas pessoais, mas eu tenho que mostrar o que me parece ser importante e quem sabe fazer torna-se importante para vocês também. Música é um bom motivo para sorrir, simplesmente por você entre uma letra e outra perceber o quanto as pessoas são parecidas umas com as outras e que versos talvez sejam a forma mais simples e "oxímoramente" mais complexa de provar isso.
Seja lá o que for que se encaixar no passado não implica necessariamente que é antigo e sem valor, por isso tenho mais do que uma sugestão, mas um conselho, claro, para quem ainda não conhece, a apresentação de uma banda que consegue se encaixar de um maneira suave e singular no meu cotidiano, mas que infelizmente há um tempo não sobe em um palco: LOS HERMANOS!
Hoje tomei conhecimento por meio de um convite de um amigo ao evento no Facebook(http://www.facebook.com/event.php?eid=143235352426396) que tenta trazer de volta, pelo menos por mais um dia, essa banda magnifica e tão colaborativa para a cultura musical brasileira. Minha presença já está confirmada há muito tempo e vou divulgar para que esse sonho venha a se tornar concreto!
E aqui vai um trechinho da Biografia Oficial do Primeiro disco da banda: LOS HERMANOS!
"Percebemos que nunca conseguiremos agradar a todos, mas que acima de tudo queremos levar a nossa música para onde pudermos. Talvez muitos não consigam compreender a nossa proposta, mas também quem sou eu para tentar explicar? Nossas músicas falam de sentimento, da pessoa por quem você se apaixona mas não sabe se declarar, do amor platônico, daquela menina da escola que não sabia o seu nome mas por quem você era absolutamente apaixonado, do carinho pelos amigos, da graça de sofrer por amor, da felicidade de ter um amor correspondido..."
É digna do seu tempo, fica a dica!
sábado, 30 de julho de 2011
Um caminho por onde começar!
A música me trouxe até aqui, sob uma absoluta vontade de fazer das minhas palavras tão forte para alguém quanto para mim os versos que agora tocam no meu fone de ouvido a essa hora da manhã e dão inclusive nome ao meu blog!
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